Olimpíadas de língua Portuguesa
A CRÔNICA
Características da crônica
A palavra crônica deriva do Latim  chronica , que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos.  É, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornal ou revista. Assim, o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.  Na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista .
Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele. O cronista ouve conversas, recolhe frases, observa pessoas e registra situações, flagrantes de esquina e do cotidiano; as palavras de uma criança, incidentes domésticos e coisas que acontecem nas ruas. Lida com acontecimentos corriqueiros ou inusitados e com fatos do noticiário.  Pode apresentar os elementos básicos da narrativa: fatos, personagens, tempo e lugar;  e o espaço são normalmente limitados.
Cabe ao cronista mostrar ao leitor aquilo que só ele vê nas entrelinhas do fato. Normalmente, parte de situações particulares que funcionam como metáforas de situações universais.  A crônica é um gênero predominantemente leve, por isso o autor brinca com os fatos que elege como tema e brinca consigo mesmo, ironiza-se como personagem. A crônica de hoje deve ser ágil, dinâmica e objetiva, de preferência construída com frases curtas e diretas e sem adjetivações. É importante que o leitor identifique claramente o assunto da crônica e a posição do cronista em relação à questão. A concisão é uma grande qualidade no cronista e no escritor de hoje
A  crônica é um gênero de texto tão flexível que pode usar a “máscara”de outros gêneros, como o conto, a dissertação, a memória, o ensaio ou a poesia, sem se confundir com nenhum deles. É leve, despretensiosa como uma conversa entre velhos amigos, e tem a capacidade de, por vezes, nos fazer enxergar coisas belas e grandiosas em pequenos detalhes do cotidiano que costumam passar despercebidos.
É um gênero que ocupa espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. É colocada como uma pausa para o leitor, fatigado de textos mais densos. Nas revistas, por exemplo, em geral é  estampada na última página. Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.
TIPOS  DE CRÔNICA
Crônica Lírica ou Poética   Em uma linguagem poética e metafórica o autor extravasa sua alma lírica diante de episódios sentimentais, nostálgicos ou de simples beleza da vida urbana, significativos para ele. Como, por exemplo, em «Brinquedos Incendiados», de Cecília Meireles. Por vezes, esse tipo de crônica é construído em forma de versos poéticos. Contudo, tem-se observado estar, a crônica lírica ou poética, cada vez mais em desuso, provavelmente devido à violência e a degradação da vida nas grandes cidades brasileiras. Crônica de Humor   Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos em forma de um comentário, ou de um relato curto. Como em «Sessão de Hipnotismo», de Fernando Sabino. É uma crônica muito próxima do conto. Procura basicamente o riso, com certo registro irônico dos costumes.
Crônica Narrativa  Tem por base uma história (às vezes, constituída só de diálogos), que pode ser narrada tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Por essas características, a crônica narrativa se aproxima do conto (por vezes até confundida com ele). É uma crônica comprometida com fatos do cotidiano, isto é, fatos banais, comuns. Não raro, a crônica narrativa explora a caracterização de seres. Quando isso acontece temos a  Crônica Narrativo-Descritiva. Crônica Dissertativa   Opinião explícita, com argumentos mais “sentimentalistas” do que “racionais” (em vez de “segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil”, seria “vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo”). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.
Linguagem  A linguagem predominante na crônica é coloquial. O cronista do cotidiano privilegia o despojamento verbal. Muitas vezes rompe com os padrões lingüísticos, desrespeita a norma culta e usa gírias, imprimindo um ritmo de bate-papo, de “conversa-fiada” à narrativa.
Narrador Normalmente, o cronista narra algo na primeira pessoa. A crônica, em alguns casos, tem um caráter confessional, autobiográfico. O cronista parte de experiências próprias, fatos que testemunhou ou dos quais participou, sempre com um certo envolvimento. Isso o conduz à  flash backs  relacionando fatos atuais com o passado e sua infância. Em alguns casos a narrativa é feita na terceira pessoa, ou através de pessoas reais que se tornam personagens. Quando inventa uma personagem o cronista agrega ficção a fatos e pessoas reais, semelhantes a tantas outras que conhecemos. O cronista é responsável pela composição ou reprodução de interessantes tipos humanos. Muitas vezes, o narrador torna-se personagem de si mesmo.
Humor O riso é um jeito ameno de denunciar os absurdos que vivenciamos no dia a dia. Por intermédio de sua arte, o cronista mostra o ridículo da condição humana, da realidade urbana e do cotidiano do brasileiro.  Situações cômicas se não fossem trágicas. Através do humor, expressa sua indignação, com ironia, cinismo e até sarcasmo. O humor deve ser refinado e a ironia inteligente para que o texto não se torne vulgar.
Crítica Através do humor o cronista pretende recuperar a capacidade crítica de seu leitor enquanto o diverte, sem perder o caráter de leveza próprio da crônica.  São matérias predominantes na crônica a crítica de costumes, a crítica política e social, em que o cronista, em algumas ocasiões, assume o lado das classes menos favorecidas.

Olimpíada

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    A palavra crônicaderiva do Latim chronica , que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. É, primordialmente, um texto escrito para ser publicado em jornal ou revista. Assim, o fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições. Na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista .
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    Geralmente, as crônicasapresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele. O cronista ouve conversas, recolhe frases, observa pessoas e registra situações, flagrantes de esquina e do cotidiano; as palavras de uma criança, incidentes domésticos e coisas que acontecem nas ruas. Lida com acontecimentos corriqueiros ou inusitados e com fatos do noticiário. Pode apresentar os elementos básicos da narrativa: fatos, personagens, tempo e lugar; e o espaço são normalmente limitados.
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    Cabe ao cronistamostrar ao leitor aquilo que só ele vê nas entrelinhas do fato. Normalmente, parte de situações particulares que funcionam como metáforas de situações universais. A crônica é um gênero predominantemente leve, por isso o autor brinca com os fatos que elege como tema e brinca consigo mesmo, ironiza-se como personagem. A crônica de hoje deve ser ágil, dinâmica e objetiva, de preferência construída com frases curtas e diretas e sem adjetivações. É importante que o leitor identifique claramente o assunto da crônica e a posição do cronista em relação à questão. A concisão é uma grande qualidade no cronista e no escritor de hoje
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    A crônicaé um gênero de texto tão flexível que pode usar a “máscara”de outros gêneros, como o conto, a dissertação, a memória, o ensaio ou a poesia, sem se confundir com nenhum deles. É leve, despretensiosa como uma conversa entre velhos amigos, e tem a capacidade de, por vezes, nos fazer enxergar coisas belas e grandiosas em pequenos detalhes do cotidiano que costumam passar despercebidos.
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    É um gêneroque ocupa espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. É colocada como uma pausa para o leitor, fatigado de textos mais densos. Nas revistas, por exemplo, em geral é estampada na última página. Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.
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    TIPOS DECRÔNICA
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    Crônica Lírica ouPoética Em uma linguagem poética e metafórica o autor extravasa sua alma lírica diante de episódios sentimentais, nostálgicos ou de simples beleza da vida urbana, significativos para ele. Como, por exemplo, em «Brinquedos Incendiados», de Cecília Meireles. Por vezes, esse tipo de crônica é construído em forma de versos poéticos. Contudo, tem-se observado estar, a crônica lírica ou poética, cada vez mais em desuso, provavelmente devido à violência e a degradação da vida nas grandes cidades brasileiras. Crônica de Humor Apresenta uma visão irônica ou cômica dos fatos em forma de um comentário, ou de um relato curto. Como em «Sessão de Hipnotismo», de Fernando Sabino. É uma crônica muito próxima do conto. Procura basicamente o riso, com certo registro irônico dos costumes.
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    Crônica Narrativa Tem por base uma história (às vezes, constituída só de diálogos), que pode ser narrada tanto na 1ª quanto na 3ª pessoa do singular. Por essas características, a crônica narrativa se aproxima do conto (por vezes até confundida com ele). É uma crônica comprometida com fatos do cotidiano, isto é, fatos banais, comuns. Não raro, a crônica narrativa explora a caracterização de seres. Quando isso acontece temos a Crônica Narrativo-Descritiva. Crônica Dissertativa Opinião explícita, com argumentos mais “sentimentalistas” do que “racionais” (em vez de “segundo o IBGE a mortalidade infantil aumenta no Brasil”, seria “vejo mais uma vez esses pequenos seres não alimentarem sequer o corpo”). Exposto tanto na 1ª pessoa do singular quanto na do plural.
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    Linguagem Alinguagem predominante na crônica é coloquial. O cronista do cotidiano privilegia o despojamento verbal. Muitas vezes rompe com os padrões lingüísticos, desrespeita a norma culta e usa gírias, imprimindo um ritmo de bate-papo, de “conversa-fiada” à narrativa.
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    Narrador Normalmente, ocronista narra algo na primeira pessoa. A crônica, em alguns casos, tem um caráter confessional, autobiográfico. O cronista parte de experiências próprias, fatos que testemunhou ou dos quais participou, sempre com um certo envolvimento. Isso o conduz à flash backs relacionando fatos atuais com o passado e sua infância. Em alguns casos a narrativa é feita na terceira pessoa, ou através de pessoas reais que se tornam personagens. Quando inventa uma personagem o cronista agrega ficção a fatos e pessoas reais, semelhantes a tantas outras que conhecemos. O cronista é responsável pela composição ou reprodução de interessantes tipos humanos. Muitas vezes, o narrador torna-se personagem de si mesmo.
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    Humor O risoé um jeito ameno de denunciar os absurdos que vivenciamos no dia a dia. Por intermédio de sua arte, o cronista mostra o ridículo da condição humana, da realidade urbana e do cotidiano do brasileiro.  Situações cômicas se não fossem trágicas. Através do humor, expressa sua indignação, com ironia, cinismo e até sarcasmo. O humor deve ser refinado e a ironia inteligente para que o texto não se torne vulgar.
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    Crítica Através dohumor o cronista pretende recuperar a capacidade crítica de seu leitor enquanto o diverte, sem perder o caráter de leveza próprio da crônica.  São matérias predominantes na crônica a crítica de costumes, a crítica política e social, em que o cronista, em algumas ocasiões, assume o lado das classes menos favorecidas.